Il Leone, Our Nige, Red Five
- Bandeira Amarela

- 8 de ago. de 2019
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Atualizado: 13 de out. de 2019

São tudo alcunhas de Nigel Mansell, o britânico nascido a 08/08/1953 teve uma carreira na F1 que se estende por 15 anos, as suas equipas tão icónicas como ele próprio, Lotus, Williams, Ferrari e McLaren.
Apesar do único campeonato do mundo conseguido em 1992 é considerado um dos melhores pilotos da história. Em termos de vitórias é o segundo piloto britânico mais bem sucedido, com 31, e até 2011 era o piloto com mais pole positions conseguidas durante uma época, recorde que eventualmente seria batido, muito por fruto da extensão do calendário.
Os tifosi viriam a oferecer-lhe a alcunha de Il Leone, o Leão, talvez a que melhor lhe assentou. Mansell era um piloto de tudo ou nada. Antes de conseguir a sua maior conquista, já tinha estado muito perto de o fazer, por três vezes ficou como primeiro dos últimos no campeonato. Em uma delas, em 87 o seu colega de equipa, Nelson Piquet afirmou que o seu título, era uma vitória da inteligência sobre a estupidez.
A verdade é que de duas das três vezes que Mansell esteve muito perto do primeiro lugar à geral conseguiu atingir um maior número de vitórias em grandes prémios do que o eventual campeão do mundo, e ainda recordando o ano de 1987 esteve muito perto de perder a cabeça, literalmente...Enquanto seguia na traseira de um camião, após vitória no GP da Austria, numa luta contra uma ponte peatonal, a ponte venceu.
Chegava 1988 e começava a hegemonia McLaren com Senna, Prost e um MP4/4 montado com um motor Honda a fazerem uma equipa invencível. Motor esse que no ano anterior estava precisamente com a Williams. A equipa aproveitava para inovar, a inovação é um caminho árduo, de tentativas e erros. Mansell sofreu disso mesmo, o sistema de suspensão activa ainda tinha muitas falhas, e de todas as corridas do campeonato terminaria apenas duas.
Vitórias não seriam certamente ali, Mansell vai para a Ferrari para a época de 89 e 90, mas o sucesso continua a escapar, e a McLaren segue dominadora. Durante esse período apenas 3 vitórias. Mas para 91 o tal sistema inovador da Williams começa a dar frutos, Our Nige regressa a Grove, não chega para o tão desejado título, mas já é o suficiente para 5 vitórias.
Por fim, 1992, ano da Williams e de Nigel, completamente dominadores. Vencendo 9 de 17 GPs finalmente é campeão do mundo. O tão desejado e já merecido ponto alto da carreira.
1993 também é marcado por novo título. Saída da F1 para rumar aos Estados Unidos, e na sua época de estreia na Indycar, o Red Five sagra-se campeão. Felizmente para ele não foi preciso esperar tanto tempo nesta ocasião.
Ainda volta à F1 em 1994, a Williams, depois da morte de Senna, utilizou vários pilotos nessa época, entre os quais Nigel Mansell que ainda iria alcançar a vitória na última prova em Adelaide. Para a época de 1995 ruma ainda à McLaren, mas não cabia no monolugar que foi fabricado e falha as duas primeiras viagens. As duas seguintes o McLaren não é competitivo e Mansell decide pendurar as luvas.
Uma carreira marcada de sucessos e momentos caricatos, sendo que o mais marcante de todos eles viria a acontecer já durante a reforma em 2007 quando é fotografado sem bigode. Um autêntico ultraje.




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