GP da Grã-Bretanha de 1959
- Bandeira Amarela

- 18 de jul. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de out. de 2019
Em 1959 a Formula 1 apesar da curta existência já movia paixões. Portugal mostrava aliás isso mesmo, durante essa época o “circo” passava por terras lusas e o Grande Prémio de Portugal tinha lugar no circuito do Monsanto. Mário de Araújo Cabral participava inclusivamente nessa prova ao volante de um Cooper T51 da Scuderia Centro Sud.
À quinta prova do campeonato os pilotos e equipas chegavam à Grã-Bretanha, entre o primeiro e segundo do campeonato estavam 5 pontos com vantagem para Jack Brabham (Cooper-Climax) sobre Tony Brooks (Ferrari).
Ainda assim o momento parecia estar do lado da equipa de Maranello, vinham de uma dobradinha no GP de França, com Tony Brooks a terminar com uma diferença superior a 27s em relação ao seu colega de equipa e mais de 1m37s para Jack Brabham.
O ambiente em Itália contudo não era o melhor. Jean Behra acusava o líder da equipa, Romolo Tavoni, de favorecer Tony Brooks, e antes da viagem a terras de sua majestade acaba despedido. A Ferrari via-se também envolvida na luta pelos direitos de trabalho e consequente greve realizada pelos trabalhadores da indústria metalúrgica e assim toma a decisão de não participar no grande prémio britânico.
Jack Brabham não desperdiça a oportunidade e vence confortavelmente. Atrás de si o seu colega de equipa Phil Hill logo seguido de Bruce McLaren que inclusive marcava o recorde de ser o piloto mais jovem de sempre a realizar a volta mais rápida (21 anos e 322 dias), que seria batido em 2003 por Fernando Alonso.
Tony Brooks ainda tentou levar a luta a Jack Brabham ao volante de um emprestado Vanwall, mas acabaria mesmo por desistir durante a prova.
A Cooper-Climax assim como o seu principal piloto Jack Brabham saíam assim com a liderança reforçada num campeonato que acabariam por vencer.





Comentários