As primeiras impressões da Formula 1 2021
- Bandeira Amarela

- 22 de ago. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de out. de 2019
Nunca a #F1 permitiu ver o desenvolver do regulamento técnico como agora.
A maquete do carro está disponível no site oficial da @F1 e por isso já podemos tentar perceber o que procuram com esta abordagem
Começando pelas curiosidades. Este regulamento, ou o seu estudo começou com um modelo da já extinta Manor. Só depois foi criado o project Índia, o modelo que agora nos foi apresentado.
O primeiro factor que salta à vista é a simplicidade do corpo do carro, não há asas, aletas, o que quer que seja. Pelos ângulos disponíveis até os bardge boards parecem ter sido simplificados. O objectivo é claro, a carga aerodinâmica não pode ter origem ali.
A preocupação com a perturbação do ar criada pela rodas também é bem evidente. Na dianteira para além das coberturas das jantes (que também estão nas rodas traseiras), está uma pequena asa sobre o pneu para redirecionar o fluxo de ar, mantendo o ADN open-wheel.
Nas rodas traseiras vemos também uma zona que parece ser de redirecionamento de fluxo, podem esperar magia pelos mestres do efeito coanda. Esta é também a primeira oportunidade que temos de ver um F1 calçado com jantes de polegada 18.
A asa da frente carece ainda de algumas alterações por aquilo que é o press-release.
No entanto a simplicidade (tal como foi adoptada para este ano) deve ser para manter.
Contudo tem uma diferença, a zona central permite a canalização de ar para o fundo do carro. Algo que nos faz recordar o Williams do início da década de 90
Fundo esse que é a alteração mais importante para 2021, deixa de ser plano e agora terá túneis de Venturi para que o monolugar possa gerar carga aerodinâmica através do efeito de solo. Algo que pode ser claramente visto na traseira do carro.
A asa traseira, é também ela um conceito novo. Parece agora a junção de uma nova asa posicionada mais abaixo com a que existe actualmente. Criando uma estrutura fechada com os perfis mais acentuados. O objetivo é disparar o ar para cima e afastar turbulência do perseguidor.
O design agressivo dos sidepods de momento parece puramente estético, o intuito é criar dinamismo e conferir agressividade ao carro mesmo estando parado. É daquelas coisas…
Já o roll hoop parece que se esqueceram de o integrar com o resto do carro, não que faça diferença nesta altura, mas já que se deram ao trabalho…
Com tudo isto esperam reduzir a perda de carga aerodinâmica dos carros que perseguem para apenas 10% comparados com os actuais 50%. Realisticamente podemos esperar um valor entre esses números, após a interpretação das regras por cada uma das equipas.
Problemas? Esta abordagem metódica parece ser a mais sensata para resolver os problemas actuais, contudo, existe o risco de que os responsáveis pela F1 fiquem demasiado presos aos resultados e restrinjam em demasia o desenvolvimento.
Isto poderia ser um passo no sentido errado e contra o ADN da F1. Algumas equipas já demonstraram a preocupação com as partes prescritas e certamente não queremos acabar com os carros todos iguais.
Para isso já existem outras categorias
O que queremos?
Um equilíbrio entre as duas coisas, as regras devem permitir liberdade aos engenheiros mas devem assegurar que os carros são competitivos entre eles em pista.
Obviamente falar é fácil








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