50 Anos de Williams
- Bandeira Amarela

- 11 de jul. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de out. de 2019

50 anos de Williams na F1, é por isso motivo mais do que suficiente para dedicarmos este artigo à pessoa responsável pelo início, sobrevivência, conquistas e resiliência da equipa Britânica.
Claro está, falamos de Virginia Williams.
Ginny como era carinhosamente conhecida partiu em 2013, mas como muitos grandes deste desporto, o seu legado é imortal.
O seu envolvimento com a equipa começou nos primórdios da concepção da mesma, sem informar nenhum familiar, vendia um apartamento seu de forma a financiar a equipa de Frank Williams. Muitos dizem que o motivo para tal acto foi o amor pelo homem, cá entre nós, achamos que ninguém vende um apartamento às escondidas se não se ama também a Fórmula 1.
A equipa por muito tempo viveu situações difíceis, não é segredo por exemplo que Frank Williams pedia dinheiro emprestado a Bernie Ecclestone para a gasolina que era necessária para trazer os carros de regresso à base. Sobretudo numa época em que as equipas apareciam e desapareciam do nada, a sobrevivência só poderia ser feita através de muita luta.
Mas talvez a maior provação à família e à equipa chega em 1986. Por esta altura já tinham dois campeonatos de construtores, estavam financeiramente bem até que Frank Williams tem um acidente que não só o deixa paralisado do peito para baixo, mas também durante algum tempo entre a vida e a morte.
Novamente Virginia volta ao comando, não só tem um papel fulcral na sobrevivência do marido, tendo inclusivamente realizado manobras de reanimação, actuado como enfermeira e incessantemente procurou soluções junto da equipa médica, mas o seu espírito e a tal resiliência nunca deixaram que houvessem dúvidas. A Williams continuava forte. Tão forte aliás que sagram-se campeões nesse mesmo ano.
A foto deste artigo é do GP de Silverstone de 1986, o primeiro grande prémio em que Frank Williams regressa ao paddock. No pódio estão Mansell, Prost e Piquet, mas acima de tudo está Lady Virginia Williams, de ar determinado, a levantar o troféu de construtores, porque a Williams Racing é provavelmente mais dela do que de qualquer outra pessoa.




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